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Curso Básico de Programação, aula 3 #soudev

June 19th, 2010 Ved 4 comments

Bem, continuando com o curso que estou ministrando presencialmente para amigos leigos em programação, seguem os slides e a gravação da aula.

Curso Básico de Programação – Aula 3 from Fabio Vedovelli on Vimeo.

Empresa da argentina chega ao brazil contratando forte. Tá afim? #soudev

June 18th, 2010 Ved No comments

Na noite do dia 16/05/2010 jantei com – em um encontro esquematizado por nosso querido Silva Developer (atualmente trabalhando em Buenos Aires) – um jovem chamado Daniel Kafie, CEO da Vostu™, empresa especializada em jogos para mídias sociais, notadamente Orkut, devido ao mercado-alvo da empresa ser o brasileiro. Além de Daniel, estava presente Miguel Marino, seu gerente de produto e a conversa foi regada a mercado, tecnologia, sashimi, mercados brasileiro, argentino e americano, shitake, história da Internet, Stella Artois, as dificuldades em ser empresário em países como brazil e Argentina. Bem… foi um encontro memorável.

Agora falemos dos planos da Vostu™ para o brazil: a empresa está com seu escritório recém inaugurado no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo e está a procura de talentos para compor sua equipe brasileira. Abaixo, segue a oferta enviada pelo Daniel esta manhã:

Vostu™ é a maior desenvolvedora de social games do Brasil. A empresa tem desenvolvido jogos para o Orkut como o Joga Craque, o jogo mais importante da futebol online brasileira, e a Mini Fazenda, a maior fazenda virtual do Brasil com mais de 15 milhões de jogadores. A Vostu™ está procurando gente bem dinâmica para ser parte da sua equipe em seu novo escritório e game studio. Entre os perfis procurados tem:

  1. Desenvolvedores Actionscript/Flash;
  2. Desenvolvedores Java com mais de 3 anos de experiencia;
  3. Desenvolvedores com experiência em UI/Javascript.

A Vostu™ dá muitos bons benefícios alem dum salário bem competitivo. Interessados podem enviar seu currículo ao seguinte email: daniel [at] vostu.com.

Desejo a Vostu™ toda a sorte do mundo e que continue ganhando o mercado!

Curso Básico de Programação, aula 2 #soudev

June 7th, 2010 Ved 7 comments

Bem, continuando com o curso que estou ministrando presencialmente para amigos leigos em programação, seguem os slides e a gravação da aula e uma fotinho do grupo.

Curso Básico de Programação – Aula 2 from Fabio Vedovelli on Vimeo.

Ivan, Flavia e Ana Paula

Flex, Freela: Componente para montagem de padrão para tapetes

January 28th, 2010 Ved 4 comments

Pessoal, recebi uma solicitação de orçamento, mas devido a compromissos profissionais, não poderemos atender. Segue um resumidíssimo briefing.

O contato deve ser feito exclusivamente com patriciadaue [at] geravd.com.br

Preciso na verdade de um simulador para personalização de tapetes ou adesivos, que englobe escolhas de:

- tamanho
- formato (quadrado ou redondo)
- cor (possibilidades pré definidas)
- inclusão de texto (possibilidades de fontes e cores pré definidas)
- opção de recortes de parte do produto
- inclusão de elementos gráficos (borda)
- inclusão de logotipo / imagem

O cliente precisa ver o projeto na tela on line para aprovar o pedido.

Esse simulador fará parte de um site já existente e gerará uma descrição do produto (com as opções escolhidas pelo cliente) para o carrinho de compra do site.

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Cifras Cash: SaaS nacional e de qualidade

January 8th, 2010 Ved 1 comment

O Daniel Lopes, da Área Criações e instrutor de Rails da E-genial colocou no mercado seu SaaS (software as a service) para gerenciamento financeiro: o Cifras Cash.

Eu o venho utilizando há alguns meses e estou impressionado com o benefício que trouxe para minha gestão financeira, tanto pessoal quanto da minha empresa. Vale a pena conferir: qualidade com baixo custo mensal!

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Meus destaques em 2009

January 6th, 2010 Ved 6 comments

Começamos 2010 com força total. No dia 31/12 e 01/01/2010 eu estava estudando. Tomando cerveja, é certo, mas estudando. Não apenas eu, mas um ou outro cara que eu considero empreendedor e referência pessoal.

Bora inaugurar a vida do blog em 2010 com algumas informações.

Mate Framework

O Mate Framework foi meu objeto de estudos no período de festas. Trabalhar com injeção de dependência nas views é um conforto que nunca imaginei. Como geralmente a maior parte do trabalho é feito na view (componentes personalizados do Flex), quando mais simples elas forem, mais fácil será sua manutenção. Também conta muito o fato da mobilidade dos componentes dentro da app: como a função da view é receber input do usuário, associá-los a um ou mais eventos e dispará-los, suas views estão livres para serem movidas para qualquer parte da aplicação. Simplesmente continuará funcionando. Sensacional!

O framework será tema de minha palestra no Flex For Kids. Veja mais informações em http://flexforkids.com/

Balsamiq Studios, LLC

Como empresário e empreendedor tenho que estar sempre ligado do que acontece no mundo, dentro da área em que atuo. Diariamente muitas coisas me chamam a atenção, mas nada me chamou mais do que este post: http://www.balsamiq.com/blog/2010/01/03/a-look-back-at-2009/ Os que me lêem certamente já me ouviram comentar sobre o Balsamiq Mockups, um produto desenvolvido em Flex que é usado para prototipar telas. Pois bem: a empresa que durante um bom tempo foi de 1 só homem e atualmente conta com uma equipe de apenas 3 pessoas, fechou o ano de 2009 com um faturamento superior a US$1.600.000 e obteve um lucro líquido de US$1,139,919.59.

Isso me leva a pensar: ao lançar um produto ou serviço online, o ideal é mirar o mercado global e não apenas o brasileiro, o que diminui sua possibilidade de sucesso na mesma proporção que aumenta o esforço necessário. Mesmo assim acho que vale a pena. Um milhão e cem mil dólares em 1 ano??? =D

Duas coisas boas, agora deixa eu falar uma coisa feia.

http://www.drogariasaopaulo.com.br/ – Olhem e tirem suas próprias conclusões. Eu decidi ser otimista e passar a pensar que este tipo de aberração me trará mais mercado, afinal, por pior que seja, o Flex tá ali, presente.

Bom 2010 a todos!

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Empreender na web só depende de sua criatividade

November 22nd, 2009 Ved 39 comments
Vai encarar?

Vai encarar?

Eu tenho muitos amigos nerds. Agora que o termo já é muito mais abrangente do que aquele cara esquisito, muito à vontade no meio dos computadores e que geralmente não pega mulher, identifiquei a nerdice (sic) em muita gente à minha volta.

Nem todos eles sentem-se à vontade com nosso papo de programação: orientação a objetos, design patterns, user experience, frameworks. Mas, talvez motivados pelo sucesso de alguns e pela quantidade de ofertas de trabalho (não entenda “oferta de emprego”. No nosso meio as coisas são um pouco diferentes…), existem pessoas querendo aprender programação e entrar no mercado para se beneficiar dessa boa fase.

Mas por onde começar? Parece existir tanta coisa a disposição…

Essa semana um bom amigo que também é bom em lidar com computadores (ele foi um dos primeiros a testar o Windows7, por exemplo) mas que nunca escreveu uma linha de programação me perguntou por onde poderia começar a estudar, pois quer entrar no mercado de desenvolvimento de sistemas. Achei bacana pois sempre incentivo as pessoas a entrar para este mundo sempre cheio de novidades e que, de quebra, ainda te dá uma grana.

Assim, baseado única e exclusivamente em minha experiência, vou colocar os pontos que acho que devem conhecidos antes de tomar sua decisão.

  1. É preciso mais do que gostar de computador: é preciso ser apaixonado por eles. Ao entrar para esta vida, passará a viver grande parte do seu dia diante de uma tela, seja trabalhando, estudando, trocando informações com colegas ou pesquisando. Em um grau mais avançado, também twitando e respondendo a quizzes no Facebook. Se vc já atingiu este último nível, é um forte candidato.
  2. Ser um early adopter de tecnologia.  Estar de olho em tudo quanto é novidade e começar a utilizá-las tão logo estejam disponíveis, faz de você um early adopter, ou seja, alguém que além de usar antes da maioria, ainda está disposto a dar pitaco e encher a caixa de entrada de quem desenvolveu o produto, com suas sugestões e críticas.
  3. Ter um ou mais amigos desenvolvedores. De preferência um bom amigo que poderá lhe apadrinhar, acompanhando seu progresso e lhe sugeriindo correções de rumo, caso sejam necessárias. Não tenha vergonha de pedir: a maioria das pessoas gosta de ser solicitada a ajudar. Cuidado apenas para não ser invasivo, solicitando demais.
  4. Usar o Twitter. Seguir bons desenvolvedores no Twitter  é fundamental para se manter atualizado. Geralmente eles passam links, dicas e convidam outros para testar novos produtos.
  5. Decidir qual o seu perfil. Você pretende arrumar um emprego, ser freelancer ou montar uma empresa? Você é melhor com design ou sente-se mais à vontade com a programação? Ter uma resposta clara à estas questões lhe dará uma coisa que é fundamental em qualquer aspecto de sua vida: foco!  Sem foco perde-se tempo, é preciso refazer passos, muitas vezes recomeçar do zero. Eu mesmo perdi muito tempo por passar boa parte de minha vida sem foco.
  6. Aprenda o básico. Básico vem de base e ela é fundamental para que vc cresça como programador. Em minha opinião existem duas bases que precisam ser sólidas em qualquer programador: lógica de programação e orientação a objetos. A primeira lhe dará os fundamentos para começar a programar e a segunda lhe tornará apto a utilizar bem as melhores linguagens de programação do mercado. O começo será chato, com muita teoria, mas sem isso, nem comece. Não é uma opção saber esses dois: é necessidade. Dê atenção a eles antes de sequer escolher com qual linguagem quer trabalhar.
  7. Escolha da tecnologia. Tecnologia para desenvolvimento de software é que nem marca de carro. Tem às dezenas, cada uma com suas vantagens e desvantagens. Muitas vezes vai de gosto mesmo, mas sempre tem aquelas que estão em evidência e existe um motivo por trás disso. Pergunte aos desenvolvedores o porque de determinada tecnologia estar na boca do povo. Pesquise você mesmo. Tente encontrar projetos desenvolvidos com aquela tecnologia. Caso se interesse, tente encontrar cursos (online ou presenciais), grupos de discussão (Google e Yahoo! Groups são bons pontos de partida) e encontre o próprio site da tecnologia.
  8. Se possível, use atalhos. Por atalhos, neste assunto que estamos tratando, entenda cursos. Faça cursos, invista em sua formação. Procure por cursos online, que podem ser até gratuitos. Mesmo que se considere um super auto-didata, ser treinado por alguém que usa a tecnologia no dia-a-dia e conhece muitos “pulos-do-gato” vai lhe poupar tempo. Em alguns casos, é praticamente impossível, para um novato, iniciar numa tecnologia sem um curso. Eu mesmo já estou no meu quinto curso na e-Genial (http://egenialsas.com.br/site/courses)
  9. Você não precisa ser um bom programador para ganhar dinheiro com desenvolvimento de sistemas. Rá! Pegadinha do malandro? Não! Você precisa saber a tecnologia que pretende oferecer, mas apenas o suficiente para gerenciar a equipe que vai desenvolver o que - como um bom vendedor que  é – você oferecerá. Isso já é um cenário onde vc quer ser um empresário. O fundamental para ter uma empresa é saber vender. Sem isso, nem tente. Depois, claro, saber administrar os recursos, sejam humanos ou financeiros. Mas até para isso vc pode contratar alguém. Conheço um caso de sucesso onde a pessoa que hoje é dona de um software líder de mercado não sabia quase nada de programação, mas sabia administrar e vender. Deu nisso: hoje tá nadando em dinheiro.
  10. Prepare-se para ser um “faz tudo”. De início, caso decida trabalhar como freelancer, você precisará fazer de tudo: prospecção de clientes, propostas, follow-up, contrato, projeto, desenvolvimento, testes e implementação. Tudo isso sozinho. Obviamente que isso limitará a quantidade de projetos que você pode dar conta. Geralmente não mais do que um por vez. E como um iniciante não pode cobrar muito por um trabalho, uma vez que ainda não tem portifólio nem referências, vive-se certo tempo numa situação de penúria, pois a entrada de grana realmente é baixa. Felizmente vc passará tanto tempo estudando e desenvolvendo, que não terá como gastar em supérfluos, como bares, shows, teatro, cinema etc. etc. etc.
  11. Desenvolva projetos fictícios ou opensource. Para um profissional conhecido já é difícil montar um portifólio, pois na maoiria das vezes os sistemas desenvolvidos contém uma grande quantidade de informações confidenciais e que não podem ser mostradas ao grande público. Assim, como você poderá provar que realmente sabe o que está tentando vender? Então vai a sugestão: enquanto estiver aprendendo a tecnologia, ao invés de fazer exercícios soltos, projete e desenvolva um sistema (ou mais do que um até), que será exibido em seu portifólio, quando sentir-se confortável e seguro para oferecer seu serviço de forma profissional. Se o software desenvolvido for relevante e útil para outras pessoas, abra-o como opensource, colocando, por exemplo, no GitHub. O mínimo que pode acontecer é você aumentar sua rede de contatos. Ou aprender a lidar com críticas! =D
  12. Monte um blog.  Conforme vá aprendendo, compartilhe seu conhecimento com o mundo. Ajuda aos demais e ainda lhe faz ficar conhecido, o que é  fundamental para os negócios.
  13. Rede de contatos. [Dica do Elvis Fernandes] Vc precisa ser visto. Quem não é visto, não é lembrado. Manter boas relações é fundamental para fortalecer laços. Pode ser através do seu blog, seja ajudando os outros numa lista de discussão, passando dicas pelo Twitter, lançando um podcast. Escolha o que mais lhe agrada e dedique-se a isso. Eu por exemplo tenho aflição de listas de discussão, sempre com as mesmas perguntas e flame wars, mas adoro meu blog e o Twitter. Graças a estas duas ferramentas, recebo ao menos uma proposta de trabalho por semana, às vezes mais. Isso é também complementado pelo comentário do Beck Novaes, neste mesmo post.
  14. Saiba inglês. Eu fico doente com programador que não sabe pelo menos ler em inglês. A grande maioria das tecnologias que usamos no dia-a-dia foram imaginadas, desenvolvidas e são mantidas fora do Brasil. A melhor documentação está em inglês. Assim, se você é programador (ou tenciona tornar-se um), sinta-se obrigado a saber inglês ou estará fadado a ter que se esforçar muito mais para aprender, pois material traduzido para o português é escasso e, não raro, de má qualidade. Minhas duas principais ferramentas de trabalho atualmente são: meu computador e meu inglês.

Creio que com isso já dê para começar. Como sou desenvolvedor de sistemas para web e acredito que o futuro está no sistema para web, deixarei aqui dicas de três tecnologias para quem pretende começar do zero, já com o pé direito: plataforma Flash (Adobe Flex, Flash Media Interactive Server, Flash Professional), Ruby on Rails, Coldfusion.

Quem trabalha, o faz pela grana. Fato. E atualmente a utilização dessas tecnologias é o caminho mais curto para uma renda que lhe permita viver dignamente. São fáceis de aprender, possuem documentação e comunidades de alto nível e são muito procuradas no mercado, principalmente fora do Brasil (olha a necessidade do inglês aí de novo).

Espero que esse grão de experiência que eu passei no post lhe ajude a começar ou evite que dê com os burros n’água, por ter mostrado que não é tão fácil entrar no mundo da programação.

Vale lembrar que os comentários agora são moderados, pois cansei de ver filho da puta engraçadinho vir aqui e falar merda sem mostrar a cara. Pode falar o que quiser, mas tem que ser homem para se identificar e com isso me permitir replicar.

Agradeço ao Carlos Eduardo (e-Genial) pela revisão do texto e sugestões.

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Salário: custo ou valor?

September 17th, 2008 Ved 19 comments

Estava eu a conversar agora mesmo com o sempre agradável Antonio Slompo, que veio comentar via MSN o post sobre mercado de trabalho e vou colocar aqui o que conversamos.

Eu comentei com ele que fechei um contrato com uma empresa que me contratou para algumas horas diárias e abri o quanto me pagarão por mês. Ele ficou impressionado e disse se tratar de um excelente fee. Então eu disse para ele analisar friamente e me responder se realmente considerava uma boa quantia, ao que ele respondeu que não.

Constantemente comparo os mercado de São Paulo e Belo Horizonte, cidades que conheço muito bem. Aqui em BH, as empresas consideram o funcionário como despesa ao passo que em SP o consideram, mesmo que ainda de forma tímida, como um recurso.

Agora vejamos, fazendo o exercício de se colocar no lugar do empregador. Digamos que vc contratou um profissional muito bom. Ele é reconhecidamente fera no que faz e vc o está pagando, digamos, R$6.500,00 por mês. Esse valor pode ser visto como um custo ou um valor. Um custo onera seu fluxo de caixa e um valor lhe traz retorno financeiro. Transformar essa quantia investida depende mais de vc, empregador, do que do funcionário contratado.

Se você é organizado, visionário, transparente e concorda em fazer sua parte, se integrando constantemente à equipe, consegue fazer este funcionário lhe render mensalmente 3 ou 4 vezes o valor que investe. Se, por outro lado, sua postura é sentar-se tranquilamente em sua cadeira e esperar que o funcionário faça milagres, sem sequer se preocupar como anda o dia-a-dia deste funcionário, ele trabalhará insatisfeito, produzirá menos e então vc passará a ter um custo, uma vez que o retorno trazido por este mesmo funcionário ficará aquém das expectativas.

Você é dono de empresa porque tem algo que os demais não tem. Tem uma habilidade específica e por isso precisa se dedicar às prospecções, administração, fluxo de caixa e inumeras outras coisas que são inerentes a sua posição. Mas também é preciso administrar as pessoas, para que consiga fazê-las lhe dar lucro. Acontece que não se pode esperar que o funcionário faça a sua parte (a do empregador), pois se ele tivesse esta habilidade, não seria funcionário e sim patrão.

Não é demais exigir do funcionário alto (ou até extremo) desempenho dentro daquilo em que ele é bom. Geralmente um programador não é analista. Ele sabe programar, mas não planejar. Este é o erro mais comum. Então, porque não contratar um analista de negócios para planejar e entregar o projeto, casos de uso, especificações técnicas de desenvolvimento para o programador fazer a mágica? O trabalho certamente será feito em 1/3 do tempo e todos ganharão com isso, principalmente sua empresa, que poderá pegar novos trabalhos, até mesmo do cliente que vc acabou de deixar satisfeito.

A chave é essa: analisar a necessidade de recursos humanos, contratando-os sem economizar e deixar bem claro a cada um seu papel, tanto no projeto quanto na empresa. Com isso, seu sucesso estará quase garantido.

Bora refletir?

Um grande abraço,

Ved

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Elucubrações sobre estudo e mercado de trabalho

September 15th, 2008 Ved 5 comments

Eu venho postando diversas coisas no blog que não os habituais e festejados screencasts. Isso se deve a um periodo de falta de inspiração para essa atividade, que, ao contrário do que muitos imaginam, requer o momento certo, para que saia com qualidade. Talvez por isso que minha única tentativa de fazer screencasts profissionalmente tenha sido um completo fracasso. Felizmente quem encomendou compreendeu isso!

Então, para que o blog não ficasse entregue às moscas, decidi ir postando coisinhas que eu encontro no dia-a-dia.

Esta breve introdução é para que não pensem que eu desisti de fazer meus amados screencasts. Definitivamente esta é uma atividade que me dá muito prazer e não vou parar tão cedo.

O que motivou este post foi um outro, do blog da DClick escrito pelo Beck Novaes que fala sobre bons programadores. Ele prega que é preciso se aprofundar no que se dispõe a aprender e eu estou de acordo 100% com o que ele diz. Particularmente eu admiro os programadores que são feras, que gostam de ser testados e levados ao limite, para quase sempre sairem vitoriosos e com a solução em mãos, encontrada muitas vezes no fundo de um mar de lugares-comuns.

Infelizmente e para meu desespero, a vida cotidiana não tem permitido que eu alcance esse nível de proficiencia em qualquer linguagem. É preciso trabalhar e ganhar a vida. Minha meta é me especializar em Flex, que é minha grande paixão e tecnologia na qual aposto todas as minhas fichas, para o futuro. Acontece que quando acho que cheguei num nivel bacana, encontro uma nova gama de frameworks, posts como o do próprio Beck e muitos outros que mostram facetas do Flex e do AS3 que eu sequer sabia existir e muito menos que para que serviam. Os bons programadores são verdadeiros pesquisadores que merecem ter as portas abertas em qualquer lugar do mundo.

Confesso que por vezes me sinto desanimado.

Isso acontece particularmente quando vejo ofertas de emprego nos boards nacionais ou nas listas de discussão, como por exemplo esta: http://br.groups.yahoo.com/group/flex-brasil/message/17617. Por falta de um exemplo mais gritante, usei este mesmo pois serve ao meu propósito. Onde estão maiores detalhes sobre a vaga? Ao meu ver, o que falta nesta mensagem é:

  • Informar a natureza do projeto. Desenvolver é uma questão de aptidão. Muitas pessoas dão-se muito bem com sistemas de dados, outras com sistema para multimidia. É preciso já filtrar no anúncio.
  • Informar o que a empresa oferece. Estamos acostumados a anuncios de vagas onde a empresa que está oferecendo exige um grande lista de exigências quanto às habilidades esperadas do candidato mas eu NUNCA vi uma empresa brasileira dizendo detalhadamente o que oferece: faixa salarial da vaga, benefícios mas PRINCIPALMENTE falar sobre o ambiente de trabalho. Essas coisas fazem diferença na hora de captar a atenção de um bom programador. Os profissionais querem sentir a paixão com que a empresa faz as coisas no dia-a-dia.

A impressão que me passa ao ver ofertas de trabalho em nossa área é que as empresas estão fazendo um favor para você. Na verdade, são elas que precisam desesperadamente de um talento, pois sem bons recursos humanos, não se vai muito longe. Eu que o diga!

Alguém sabe me dizer o por quê do Google ser a mega-potência de hoje? Porque é agressiva em suas contratações! Não se contenta com menos do que os melhores do mercado. Os próprios fundadores, Sergey Brin e Larry Page se conheceram quando faziam doutorado em matemática em Stanford! Mas para se ter os melhores é preciso investimento e não é isso que eu tenho visto nas empresas.

Tá certo: existe toda a ladainha sobre as dificuldades em se manter uma empresa no Brasil etc. e tal, mas enquanto não se usar a criatividade para conseguir crescer e quebrar esse paradigma do coronelismo, onde a figura onipotente do dono da empresa pode mandar prender e soltar, enquanto não se abrir os olhos que a empresa é feita pelos seus funcionários e que eles devem estar satisfeitos, desde a contratação, estaremos sempre atrás dos países do chamado primeiro mundo.

Concatenando os temas

Pois bem… as empresas querem os melhores, não estão dispostas a pagar por eles. Anuncios para contratação PJ (na qual se emite nota fiscal, como uma empresa trabalhando para outra) são particularmente ofensivos, pois raramente oferecem um valor/hora que lhe permita pagar pelos benefícios que normalmente se teria numa contratação CLT (a famosa e obsoleta “carteira assinada”). Pois bem: eu aceito ser contratado como PJ, mas no meu valor hora estarão embutidos valores para arcar com: contribuição de autonomo para o INSS, convenio médico de primeira linha, férias remuneradas, 13 salário, participação nos resultados, folgas remuneradas para assuntos pessoais (quem não precisa ir ao médico de vez em quando, não é mesmo???). Bem… so colocarmos na ponta do lápis, talvez R$200,00 a hora sirva para cobrir tudo isso e ainda me permitir comprar no supermercado, pagar meu aluguel, condominio, agua-luz-e-conexão-com-a-internet. Talvez um dia eu ainda pense em comprar um carro e viajar para Buenos Aires….

Quantas empresas, na hora de postar uma vaga de emprego, lembram do quanto de investimeto em tempo e dinheiro os possíveis candidatos precisaram alocar para chega no nível pretendido para a vaga? E a contra-partida disso? Bem, ao meu ver, no mínimo, deveria vir bem explicita no anuncio da vaga de emprego, para que o candidato sinta que, no mínimo, será valorizado e incentivado a dar sempre o seu melhor.

Enquanto isso não mudar, continuaremos a ver dança da cadeira, com bons talentos pulando de empresa em empresa, largando projetos pela metade, em busca de um salário melhor ou, o que poucos admitem, mais respeito com sua condição de profissional interessado em saber sempre mais.

E tenho dito.

Ved

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