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Posts Tagged ‘Linux’

Ah se não fosse o pinguim!

May 25th, 2008 Ved 6 comments

Tem certas coisas (aliás, muitas…) que não se pode fazer com o Windows. Não porque não seja recomendável, mas porque simplesmente não é possível. Levantar uma base de dados MySQL, que seja maior do que 10Mb é uma delas e é a que mais me dá problema. Já tentei HeidiSQL, phpMyAdmin, Toad, MySQL Console e o c*** a quatro e nada de conseguir. Nem que estivesse disposto a esperar 2 dias para levantar a tal base de dados (e acredite: eu não estou!) eu conseguiria, pois em determinado momento o software trava (caso do Heidi e Toad) ou o PHP dá timeout, no caso do phpMyAdmin.

Felizmente tenho em minha máquina um dual boot com o Ubuntu instalado como segundo (a caminho de virar primeiro) sistema operacional.

Essa semana, devido ao início do trabalho na nova empresa, foi necessário levantar uma base de dados localmente. Não tão grande (97Mb) mas com mais de 1 milhão e meio de registros, o que tornava a operação mais complexa. Tentei no Windows e nada… confesso que num arroubo de compreensão eu cheguei a esperar 19 minutos para ver se o software voltava à vida, com a boa notícia de sucesso. Mas nada: não chegava a 1/3 dos dados.

Decidi então botar um fim à palhaçada e reiniciar a máquina, acessando dessa vez meu poderoso Linux. Bem, foi abrir o console, navegar até o diretório onde estava meu arquivo .sql e digitar o mágico comando mysql -hlocalhost -uroot -pxxxxx banco_de_dados < dump.sql e em alucinantes 3 minutos (sim, eu disse três minutos) todos os 1 milhão e cacetada de dados estavam prontinhos para utilização.

Para fazer chegá-los até o windows, simplesmente copiei a pasta com o nome do banco de dados que estava em /var/lib/mysql para a minha pasta de armazenamento do MySQL no Windows e voilá: tudo funcionando!

É… é questão de tempo até eu adotar o pinguim como meu sistema principal!

Grande abraço a todos!

Ved

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Flex Builder no Ubuntu Linux 8

May 2nd, 2008 Ved 3 comments

Meu sonho é usar apenas o Linux como sistema operacional. As vantagens são inúmeras mas minha intenção não é falar aqui no pinguim e sim do Flex Builder instalado como plugin do Eclipse 3.2 na distribuição Ubuntu 8.

A instalação, tanto do Eclipse quanto do plugin do Flex precisa de alguns cuidados especiais, como modificação de configurações do Java Runtime Environment, mas que se seguido a risca o passo-a-passo desta página (http://ubuntuforums.org/showthread.php?t=201378), ocorrem sem maiores problemas. O procedimento é para que o Eclipse rode de forma otimizada e nada tem a haver com o Flex Builder.

Na hora de instalar o plugin, faça o download em http://labs.adobe.com/technologies/flex/flexbuilder_linux/, abra a janela do terminal, navegue até o diretório onde seu arquivo foi salvo e digite chmod +x flexbuilder_linux_install_a3_033108.bin para tornar o pacote executável e em seguida ./flexbuilder_linux_install_a3_033108.bin para instalar o plugin. Quando lhe solicitar para instalar o plugin do Flash, é recomendável instalar, pois se trata da versão debugger do plugin. Também quando solicitado, localize o diretório de instalação do Eclipse (no meu caso, /usr/lib/eclipse).

Está pronto… é preciso uma licença para usar o plugin ou aceitar o periodo trial. O que me foi oferecido foi de 105 dias.

Até onde testei, não existem muitas diferenças para a versão Windows, a não ser, claro, o fato de não existir o modo Design View o que o obrigará a desenvolver tudo via código. Mesmo eu já tendo uma experiência relativamente sólida com o Flex, ainda não me sinto à vontade para desenvolver minhas apps apenas via código. Mas acho que a Adobe deve resolver isso em breve… vai depender da adesão da comunidade Linux ao Flex.

O tempo dirá!

Grande abraço,

Ved

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Ubuntu Linux: porque o Linux perdeu a graça…

April 14th, 2007 Ved 1 comment

Simplesmente porque atualmente instalar e utilizar o Linux ficou fácil demais! Não entenda isso como uma crítica ao Ubuntu e sim o desabafo de um nerd meio masoquista, que penou para administrar por 3 anos um servidor rodando Debian sem modo gráfico! Ralei, mas aprendi! =D

Essa semana decidi separar umas boas horas para instalar, configurar e utilizar o Ubuntu, visando verificar se era possível num futuro muito próximo migrar as máquinas de minha empresa para este sistema. A conclusão inicial é que SIM: é possível com 100% de certeza. Vamos aos fatos:

1) RODANDO A PARTIR DO CD

Escolhi a distribuição Kubuntu, ao invés da distro Ubuntu, pojis a primeira vem com a ambiente gráfico KDE, que eu acho mais interessante do que o Gnome, padrão na segunda.

Como máquina para testes, utilizei um K6 II 450Mhz, com 256 de RAM e HD de 20Gb… o resto tudo onboard. Maquininha chumbrega para conferir o poder do pinguim.

Baixei no site www.ubuntu.com a imagem do CD para sistemas 32 bits e queimei o CD a partir da imagem. Inseri no drive e reiniciei o computador. Entrei na BIOS para verificar a sequência de boot e setei para booter primeiro pelo CD.

Nova reinicialização e a primeira tela do Ubuntu, com opções de inicialização. Neste tela já é possível escolher seu idioma e o layout de teclado, que é setado automaticamente após selecionar o idioma PT-BR.

Inicializei a partir do CD, quando absolutamente nada é instalado na máquina, porém o sistema é inicializado 100% operacional, reconhecedo hardware, drivers e rede. Demora um pouco inicializar pelo CD, mas compensa pelo poder de testar antes de instalar.

Após uns 5 minutos carregando arquivos lá estava eu no desktop 1 do Kubuntu (os ambientes gráficos do Linux possuem diversos desktops). Bem, de cara abri o browser para testar a conexão com a internet, que aqui no escritório é Virtua com o roteador distribuindo via DHCP. Isso significa que automaticamente, se o hardware de rede estiver funcionando, a internet deveria funcionar. E não é que funcionou??? Abri o Konqueror e acessei este blog! Surpresa: visual do site igualzinho quando acessado via IE ou FF no Win. Tanto é que neste momento estou na área de administração de meu WordPress postando sobre o sistema.

A visão geral do Desktop do KDE é impressionante. Não fica em nada devendo ao visual do Win XP, porém com mais facilidade de uso. Muitos programas já vem previamente instalados e prontos para uso, como o OpenOffice, que abre arquivos do Office. Facilidade para quem não tem experiência com computadores. No desktop existe um ícone install e como minha intenção era a instalação, logo cliquei nele.

2) INSTALANDO

O início da instalação é muito tranquilo. Responde-se a umas poucas questões sobre idioma, localidade, horário e finalmente parte-se para as partições do HD. O sistema é intuitivo e fácil de manusear. Como eu iria “matar” o Windows nesta máquina, escolhi a opção de formatar todo o HD chamdo de HDE1. Pronto. Agora é instalar.

Pensei que por se tratar de uma máquina antiga, com um drive de CD não muito veloz, a instalação demoraria, porém, 35 minutos depois ela foi finalizada e o sistema pediu para retiraro CD do drive e reiniciar a máquina. 3 minutos depois já estava eu logando em meu Kubuntu e pronto para descobrir todo o poder do Linux no desktop.

3) EXPLORANDO

Desktop Kubuntu A imagem ao lado mostra o desktop, já completamente customizado neste momento. Instalei um dock semelhante ao do MacOs e passei minha barra para o alto da tela. Mas como cheguei até aqui??? Já estou fuçando a dois dias e muita coisa já descobri. Vamos seguindo pois pretendo passar todo o “caminho das pedras” para um aproveitamento de power user!

Alguns minutos após acessar o sistema, reparei num ícone com ponto de exclamação perto do relógio e passei o mouse por cima para verificar do que se tratava. ” -Se tem ponto de exclamação deve ter dado merda”, pensei… verifiquei tratar-se do notificador de atualizações. Cliquei no ícone e foi aberto o Adept, gerenciador instalação de pacotes (no Win chamam de programas) do KDE. Digo que é do KDE porque no Gnome chama-se Synaptic, e ambos fazem a mesma coisa: utilizam o apt-get do Debian (Ubuntu e suas variantes são baseados no Debian, caso não saiba) para buscar e instalar os pacotes: o que muda entre eles é a interface. O Adept baixou então os headers com informações sobre as atualizações disponíveis e me mostrou exatamente o que seria instalado, com descrição, tamanho do pacote e tamanho total da atualização. Era meio grandinha (270Mb), mas como tenho uma conexão Skavurska, mandei brasa. Nem me preocupei em analisar se eu precisava de tudo o que seria atualizado, pois esta é uma máquina de testes então decidi judiar mesmo! Aproveitei para tomar um café…

E agora aproveito para tomar outro, senão este post ficará muito longo e será um saco de ler…

Logo mais continuo.

Grande abraço,

Ved

<links>
http://www.ubuntu.com/
http://www.kubuntu.org/
</links>

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