Simplesmente porque atualmente instalar e utilizar o Linux ficou fácil demais! Não entenda isso como uma crítica ao Ubuntu e sim o desabafo de um nerd meio masoquista, que penou para administrar por 3 anos um servidor rodando Debian sem modo gráfico! Ralei, mas aprendi! =D
Essa semana decidi separar umas boas horas para instalar, configurar e utilizar o Ubuntu, visando verificar se era possível num futuro muito próximo migrar as máquinas de minha empresa para este sistema. A conclusão inicial é que SIM: é possível com 100% de certeza. Vamos aos fatos:
1) RODANDO A PARTIR DO CD
Escolhi a distribuição Kubuntu, ao invés da distro Ubuntu, pojis a primeira vem com a ambiente gráfico KDE, que eu acho mais interessante do que o Gnome, padrão na segunda.
Como máquina para testes, utilizei um K6 II 450Mhz, com 256 de RAM e HD de 20Gb… o resto tudo onboard. Maquininha chumbrega para conferir o poder do pinguim.
Baixei no site www.ubuntu.com a imagem do CD para sistemas 32 bits e queimei o CD a partir da imagem. Inseri no drive e reiniciei o computador. Entrei na BIOS para verificar a sequência de boot e setei para booter primeiro pelo CD.
Nova reinicialização e a primeira tela do Ubuntu, com opções de inicialização. Neste tela já é possível escolher seu idioma e o layout de teclado, que é setado automaticamente após selecionar o idioma PT-BR.
Inicializei a partir do CD, quando absolutamente nada é instalado na máquina, porém o sistema é inicializado 100% operacional, reconhecedo hardware, drivers e rede. Demora um pouco inicializar pelo CD, mas compensa pelo poder de testar antes de instalar.
Após uns 5 minutos carregando arquivos lá estava eu no desktop 1 do Kubuntu (os ambientes gráficos do Linux possuem diversos desktops). Bem, de cara abri o browser para testar a conexão com a internet, que aqui no escritório é Virtua com o roteador distribuindo via DHCP. Isso significa que automaticamente, se o hardware de rede estiver funcionando, a internet deveria funcionar. E não é que funcionou??? Abri o Konqueror e acessei este blog! Surpresa: visual do site igualzinho quando acessado via IE ou FF no Win. Tanto é que neste momento estou na área de administração de meu WordPress postando sobre o sistema.
A visão geral do Desktop do KDE é impressionante. Não fica em nada devendo ao visual do Win XP, porém com mais facilidade de uso. Muitos programas já vem previamente instalados e prontos para uso, como o OpenOffice, que abre arquivos do Office. Facilidade para quem não tem experiência com computadores. No desktop existe um ícone install e como minha intenção era a instalação, logo cliquei nele.
2) INSTALANDO
O início da instalação é muito tranquilo. Responde-se a umas poucas questões sobre idioma, localidade, horário e finalmente parte-se para as partições do HD. O sistema é intuitivo e fácil de manusear. Como eu iria “matar” o Windows nesta máquina, escolhi a opção de formatar todo o HD chamdo de HDE1. Pronto. Agora é instalar.
Pensei que por se tratar de uma máquina antiga, com um drive de CD não muito veloz, a instalação demoraria, porém, 35 minutos depois ela foi finalizada e o sistema pediu para retiraro CD do drive e reiniciar a máquina. 3 minutos depois já estava eu logando em meu Kubuntu e pronto para descobrir todo o poder do Linux no desktop.
3) EXPLORANDO
A imagem ao lado mostra o desktop, já completamente customizado neste momento. Instalei um dock semelhante ao do MacOs e passei minha barra para o alto da tela. Mas como cheguei até aqui??? Já estou fuçando a dois dias e muita coisa já descobri. Vamos seguindo pois pretendo passar todo o “caminho das pedras” para um aproveitamento de power user!
Alguns minutos após acessar o sistema, reparei num ícone com ponto de exclamação perto do relógio e passei o mouse por cima para verificar do que se tratava. ” -Se tem ponto de exclamação deve ter dado merda”, pensei… verifiquei tratar-se do notificador de atualizações. Cliquei no ícone e foi aberto o Adept, gerenciador instalação de pacotes (no Win chamam de programas) do KDE. Digo que é do KDE porque no Gnome chama-se Synaptic, e ambos fazem a mesma coisa: utilizam o apt-get do Debian (Ubuntu e suas variantes são baseados no Debian, caso não saiba) para buscar e instalar os pacotes: o que muda entre eles é a interface. O Adept baixou então os headers com informações sobre as atualizações disponíveis e me mostrou exatamente o que seria instalado, com descrição, tamanho do pacote e tamanho total da atualização. Era meio grandinha (270Mb), mas como tenho uma conexão Skavurska, mandei brasa. Nem me preocupei em analisar se eu precisava de tudo o que seria atualizado, pois esta é uma máquina de testes então decidi judiar mesmo! Aproveitei para tomar um café…
E agora aproveito para tomar outro, senão este post ficará muito longo e será um saco de ler…
Logo mais continuo.
Grande abraço,
Ved
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http://www.ubuntu.com/
http://www.kubuntu.org/
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