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Entrevista com Mario Junior

March 22nd, 2010 Ved 8 comments

Ved: O que vc aprendeu antes: Java ou Flex?

Mario Junior: Java, mas logo depois foi o Flex.
Foi numa época de grandes mudanças para mim, onde sai do meu querido estado do Mato Grosso do Sul e fui trabalhar em uma grande empresa em Maringá-PR. Eu já tinha desenvolvido um software tributário com PHP/Ajax, e nessa empresa eu tinha que fazer algo semelhante, mas eles usavam Java então tive que aprender bem rápido porque já precisava produzir.

Bom, passado um breve tempo, logo no início de 2007 começamos a pesquisar sobre como melhorarmos a UI de nossas aplicações, que na época fazíamos com o trio-parada-dura (html/javascript/css) e um colega (e hoje grande amigo) Eduardo Danielli (@eduardorebola) comentou sobre uma nova ferramenta: Adobe Flex 2. Vou te confessar que na época achei meio estranho, mas depois de “brincar” acabei gostando da ferramenta =D

Ved: O fato da sintaxe do Actionscript3 ter sido fortemente inspirada no Java foi um facilitador para seu aprendizado do Flex?

Mario Junior: Sem dúvida! Facilitou muito, mas o que facilitou ainda mais foi a experiencia que eu tinha com Visual Basic (linguagem que eu usava antes do PHP, quando ainda desenvolvia apps para desktop). O conceito de eventos baseados nas ações do usuários (click, keyboard, etc) e o trabalho de janelas/popups eram bem parecidos, então eu já conseguia compreender alguns conceitos que normalmente confudem os programadores que entram no “mundo Flex”.

Ved: Você, antes de aprender o Flex, era um programador puro e simples? Ou seja: tinha pouca experiência em design de interfaces?

Mario Junior: Sim. Confesso que minhas apps nunca tiveram um apelo visual bom.
Só depois que conheci o Flex é que comecei a me preocupar com Usabilidades, Visual, Experiencia. Confesso ainda ter muito o que aprender e estou correndo atrás disso.

Ved: Se sim, no que o Flex lhe ajudou a melhorar sua visão de usabilidade e a relação entre o usuário e o sistema?

Mario Junior: User eXperience. O Adobe Flex me “abriu os olhos” em relação a isso. Isso é tão importante (senao mais ainda) do que a tecnologia/framework aplicado em um back-end. Ou seja, não adianta vc ter as melhores ferramentas numa aplicacão onde o usuário não tem prazer em usar, ou ainda, onde o usuário precisa de um manual de 80 páginas para saber como se cadastra uma informação. Se uma app não oferece uma boa experiência para o usuário, ele não vai gostar de usá-la e então você pode perder todo o trabalho que teve, incluindo os maravilhosos frameworks/ferramentas usadas no back-end que o usuário nem sequer sabia que existia =D

Ved: Florianópolis é atualmente um grande polo de empresas de tecnologia no Brasil. Vc consegue dizer o porque? Como enxerga as oportunidades para desenvolvedores Flex na cidade atualmente? Quais as habilidades mais exigidas (visualização de dados, RIAs mais voltadas para multimidia e entretenimento, sistemas tradicionais)

Mario Junior: Florianópolis é vista como o “futuro Vale do Silício da América do Sul”.
Digo “futuro” porque sabemos que o mercado local ainda é bem menor que Sao Paulo / Rio de Janeiro mas a demanda tem crescido. Floripa também é uma grande produtora de games, movimentou mais de 2 milhoes no ultimo ano, e isso também atrai outras empresas de desenvolvimento por causa de gestoes políticas/economicas implantadas na regiao.

Como 90% da cidade fica em uma Ilha (Ilha de Santa de Catarina), é proibida a instalação de grandes industrias com alto índice de poluição por questoes de meio ambiente. Sendo assim, o governo local incentiva a abertura de empresas de TI por meio dos Pólos Tecnológicos.

Nesse 1 ano e meio que moro aqui, percebi que muitas empresas estão usando Adobe Flex. A grande questão é que poucas ainda investem em especialização, levam o Flex como “adicional”. É normal achar vagas de emprego onde “recruta-se programadores Java. Desejável conhecer Adobe Flex”. Oras, se o Adobe Flex é de fato o principal fator de contratação, entao “Flex” não deveria ser “desejável”! Então, ainda não vi nenhuma empresa aqui que contrate desenvolvedores Flex especificamente, mas acredito que isso será uma questão de tempo. Como muitas empresas estão adotando Flex, posso citar que Adobe Flex está sendo usado para várias áreas desde aplicações “tradicionais” a aplicações mais “RIAs” mesmo como mostragem de dados, multimedia, EAD – ensino a distancia, etc.

Despedida:
Seu blog é o primeiro a anunciar (antes até do meu, q está fora do ar): É uma pena que estou de partida da Ilha. Nesse tempo que fiquei aqui também aprendi muito e tive o prazer de conhecer e trabalhar com pessoas altamente competentes no mundo de TI, desde desenvolvedores até mesmo gestores. Agora, estou indo para o Rio de Janeiro, se eu tiver sorte (e coragem) irei assistir um jogo do meu mengo no Maraca. Estou indo para colaborar – e também aprender – muito com o pessoal da DClick, ficando alocado no escritório do RJ.

Um forte abraço a todos, e valeu pela entrevista Ved.

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Java? Jaaaaava? Jaaaaaavaaaaaaaaaa!!!

October 20th, 2008 Ved 17 comments

Um camaradinha meu veio me perguntar se eu considerava importante investir no aprendizado de Java. Como adoro dar meus pitacos, falei para ele minha opinião e aproveitei para estendê-la (sim, minha opinião É orientada a objetos =D) a você, fiel leitor.

Sim, considero muito importante saber Java, mas não essencial. Vamos analisar as 3 situações apresentadas abaixo:

  • Você quer trabalhar para uma grande corporação – neste caso, quanto mais Java você souber, maior será seu salário. Em SP gurus de Java são disputados a tapa pelas empresas recrutadoras. Hoje mesmo ouvi dizer que na Europa existe uma boa demanda por profissionais Java e não tenho dúvidas que nos EUA também haja. A linguagem em questão é robusta, direcionada a aplicações de grande porte e já nasceu para ser assim, então, é natural que as empresas a adotem como linguagem server-side.
  • Você é bem criativo e tem idéias para fazer um ou mais produtos próprios – num caso como este, eu nem perderia meu tempo em olhar para o Java, pois o que eu preciso é de rapidez, tanto no aprendizado quanto no desenvolvimento. Minha escolha neste caso seria o Ruby on Rails, pois está provado que é a solução mais eficiente para um desenvolvimento rápido e escalonado, com fácil manutenção posterior. Eu olharia com atenção também para o Coldfusion, pois se você sabe Flex já está acostumado com a documentação das tecnologias by Adobe e com isso vai ganhar tempo. Ambas as comunidades de desenvolvedores são muito abrangentes e apaixonadas pela tecnologia.
  • Você quer se tornar um especialista em Flex (EU!!!!) – neste caso não vai ter jeito: você terá que aprender um pouco de tudo e ganhar os projetos como sendo um especialista em Flex. Seu negócio é a interface e sua integração com o backend. Não será fácil, pois a maioria das vagas por aí exige que se seja especialista em tudo (front e backend), o que é um erro. Como o Flex se comunica com qualquer linguagem de desenvolvimento web, é conveniente que se saiba pelo menos um pouco de cada. Digo isso pois a integração do lado Flex, com o RemoteObject é praticamente igual, qualquer que seja a linguagem de servidor escolhida. Mas a camada AMF não. Então, no mínimo dos mínimos deve-se saber que WebORB atende .NET e PHP, alem de Java e RoR; que AMFPHP é exclusivo para PHP, que o Ruby on Rails tem o RubyAMF e assim por diante.

Se você é da turma FLEXível, já começou com o pé direito escolhendo uma das melhores plataformas para desenvolvimento de user interfaces. Já o seu futuro no lado do servidor, vai depender do tipo de trabalho que vc fará no dia-a-dia e acredite: vale a pena planejar sua carreira e focar nela. Eu só entendi isso depois que encontrei o Flex, ao qual dedico meus estudos a quase 2 anos.

Um grande abraço do Ved

É preciso estar com a mente aberta para o novo

May 7th, 2008 Ved 9 comments

Eu AMO PHP! Isso é fato! É a linguagem de programação que me colocou no mercado e que me fez fascinado pelo mundo da codificação! Qualquer coisa que eu precise, basta pesquisar no php.net que eu encontro. 10 vivas ao PHP.

Flex é a mesma coisa. A documentação nem é tão boa quanto a do PHP mas é excelente. Um verdadeiro curso sobre ActionScript e o MXML.

Neste quase 3 meses que estou em São Paulo e trabalhando naquela empresa de telecomunicações, tive contato diário com Java e seus programadores, que eu pensava serem xiitas até a morte, mas pelo que pude entender são apenas programadores de verdade, que seguem à risca os best practices e não gostam de gambiarra. Pois bem: essa convivência com a tecnologia me fez ficar bem curioso com tanta falação (sic) sobre ela. E fui pesquisar.

Passeei pela net e fui prestar atenção num artigo da Adobe, o qual li, reli, imprimi e fui tentar reproduzir na vida real. Para a minha surpresa, consegui de primeira, mérito – em partes – do ambiente Java que eu já tinha na minha máquina devido a exigências do meu emprego.

Fiquei pasmo com a simplicidade com que o BlazeDS conversa com o Flex, traduzindo os dados passados pela classe Java para classe Flex e vice-versa. Com poucos códigos eu já tinha uma operação completa de CRUD funcionando bem rapido.

Mas o que me inspirou a escrever este post foi o fato de que hoje eu acordei passando muito mal e decidi ficar em casa para me curar. No final da tarde eu melhorei, mas não tive disposição para ir para o emprego e fiquei aqui para terminar um sistema Flex + PHP que eu tava enrolando a tempos para fazer.

E me peguei digitando linhas e mais linhas de códigos PHP até me sentir cansado. Nessa hora fiquei imaginando como eu faria em Java etc. e tal e me deu vontade de escrever este post.

Sei que muitos vão dizer que a maioria das coisas que o Java faz o PHP tbem pode fazer, que existem frameworks para PHP e blá blá blá e por isso já abri o post mencionando que eu amo PHP. Para coisas simples e rápidas não tem linguagem melhor. Mas não se pode fechar os olhos para o fato de a Adobe, mesmo tendo sua própria tecnologia server-side, ou seja, o Coldfusion, apoia abertamente o desenvolvimento de Flex com Java: vide BlazeDS e o Live Cycle Data Services. Outro fato muito relevante é que o Actionscript 3 é praticamente um filho do java, tendo sua sintaxe muito parecida.

Pois bem, o fato é que animei de vez a aprender Java para integração com o Flex e agora ninguem me segura.

E tenho dito…

Ved

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