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Archive for the ‘Opinião’ Category

comentário: sábio ditado

December 16th, 2008 Ved 4 comments

“Não sabendo ser impossível, foi lá e fez”

Uma vez ouvi este ditado e nunca mais me esqueci. Hoje parei para pensar e percebi que eu tenho um exemplo disso trabalhando ao meu lado: aqui no meu setor tem um menino, que tá aprendendo tudo agora. Flex, Java, PHP… o que cai na frente ele devora e desde que eu entrei, ele já conectou a mesma app no MySQL e Firebird usando o Hibernate e mandando os resultados para diferentes componentes no Flex, já tá fazendo upload de arquivos tanto no PHP como no Java, já pintando e bordando nas interfaces Flex. O cara toda hora me pergunta as coisas, não tem medo nem vergonha. E claro, eu respondo com a maior atenção (quando dá, claaaaro…).

Acho que devemos fechar os ouvidos às opuiniões alheias, principalmente quando estamos aprendendo algo novo. Nada é impossível. Se é, não tem qualquer utilidade.

Um abraço,

Ved

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Flash Catalyst: num sei não…

December 5th, 2008 Ved 23 comments

Primeiro de tudo: por que Flash Catalyst e não Adobe Catalyst ou ainda Flex Catalyst? Essa indagação eu vi num post de um blog gringo e me fez pensar. Se o software é voltado para gerar MXML, então o nome oficial está em desacordo. Particularmente eu gostava mais do Thermo.

Mas isso é o de menos. Eu digo que “num sei não” no intuito de especular. Ainda não testei o Catalyst, apenas assisti ao Screencast da DClick. Meu primeiro receio é que o código gerado pelo Catalyst seja sujo e pesado. Com o advento da Programação Orientada a Objetos, peguei um grande apreço por códigos bem escritos, o que me faz execrar qualquer software que escreva lixo desnecessário (vide os States no Flex Builder 3).

Outra coisa que me deixa com o pé atrás, é que claramente a Adobe tenciona aproximar os Designers não programadores do mundo do desenvolvimento RIA com Flex. Bem, quem realmente conhece o Flex sabe que o design exige apenas uns 20% de sua expertise, sendo que os demais 80% são pura programação, principalmente em Actionscript 3. Assim, considero uma possibilidade remota um software que monta o sistema a partir de arquivos do Photoshop, Fireworks e Illustrator gerar códigos completos e otimizados. Eu gosto de ter total controle sobre todos os elementos de minha interface e o layout está incluido. Mesmo que o Catalyst seja uma mão na roda, se não gerar os MXMLs e os AS3s de forma impecável, eu não vou usar!

Será que não seria uma oportunidade de revanche para os Sobrinhos que fazem página??? Espero que não, pois quando o mercado fez sua seleção natural, respirei aliviado e não gostaria de ver isso acontecer novamente.

E a sua opinião?

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RIA, Plataforma Flash e Web Standards

October 29th, 2008 Ved 1 comment

Um excelente post do Beck Novaes fazendo uma fria e clara comparação entre a Plataforma Flash e os Web Standards para desenvolvimento RIA.

Acesse clicando aqui.

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Como se sente quem estuda para fazer o melhor…

October 9th, 2008 Ved 19 comments

… e de repente se depara com anuncios como estes?

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Twitter: o que apenas agora percebi

September 25th, 2008 Ved 1 comment

Quando fiquei sabendo de uma porcaria que se auto-entitulava micro-blog, pensei: “- PQP++, o que mais falta inventar!”. Mas como todo curioso, fui atras do tal Twitter (http://pt.wikipedia.org/wiki/Twitter) e entrei na brincadeira. No começo achei interessante acompanhar as bobeiras de um punhado de maus elementos, mas hoje percebi que dentro do meu Twhirl (http://www.twhirl.org/) se formou uma micro-comunidade, um micro-cosmo de pessoas com interesses em comum, que partilham dicas, pedem ajuda, combinam coisas e se mantém atualizados com o que vem acontecendo em nosso mundo, seja tecnologia ou não!

Hj posso dizer que é uma das coisas que se desaparecerem de minha vida, fará muita falta.

Quem quiser me seguir no Twitter, acesse-me em http://twitter.com/vedovelli/

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Salário: custo ou valor?

September 17th, 2008 Ved 19 comments

Estava eu a conversar agora mesmo com o sempre agradável Antonio Slompo, que veio comentar via MSN o post sobre mercado de trabalho e vou colocar aqui o que conversamos.

Eu comentei com ele que fechei um contrato com uma empresa que me contratou para algumas horas diárias e abri o quanto me pagarão por mês. Ele ficou impressionado e disse se tratar de um excelente fee. Então eu disse para ele analisar friamente e me responder se realmente considerava uma boa quantia, ao que ele respondeu que não.

Constantemente comparo os mercado de São Paulo e Belo Horizonte, cidades que conheço muito bem. Aqui em BH, as empresas consideram o funcionário como despesa ao passo que em SP o consideram, mesmo que ainda de forma tímida, como um recurso.

Agora vejamos, fazendo o exercício de se colocar no lugar do empregador. Digamos que vc contratou um profissional muito bom. Ele é reconhecidamente fera no que faz e vc o está pagando, digamos, R$6.500,00 por mês. Esse valor pode ser visto como um custo ou um valor. Um custo onera seu fluxo de caixa e um valor lhe traz retorno financeiro. Transformar essa quantia investida depende mais de vc, empregador, do que do funcionário contratado.

Se você é organizado, visionário, transparente e concorda em fazer sua parte, se integrando constantemente à equipe, consegue fazer este funcionário lhe render mensalmente 3 ou 4 vezes o valor que investe. Se, por outro lado, sua postura é sentar-se tranquilamente em sua cadeira e esperar que o funcionário faça milagres, sem sequer se preocupar como anda o dia-a-dia deste funcionário, ele trabalhará insatisfeito, produzirá menos e então vc passará a ter um custo, uma vez que o retorno trazido por este mesmo funcionário ficará aquém das expectativas.

Você é dono de empresa porque tem algo que os demais não tem. Tem uma habilidade específica e por isso precisa se dedicar às prospecções, administração, fluxo de caixa e inumeras outras coisas que são inerentes a sua posição. Mas também é preciso administrar as pessoas, para que consiga fazê-las lhe dar lucro. Acontece que não se pode esperar que o funcionário faça a sua parte (a do empregador), pois se ele tivesse esta habilidade, não seria funcionário e sim patrão.

Não é demais exigir do funcionário alto (ou até extremo) desempenho dentro daquilo em que ele é bom. Geralmente um programador não é analista. Ele sabe programar, mas não planejar. Este é o erro mais comum. Então, porque não contratar um analista de negócios para planejar e entregar o projeto, casos de uso, especificações técnicas de desenvolvimento para o programador fazer a mágica? O trabalho certamente será feito em 1/3 do tempo e todos ganharão com isso, principalmente sua empresa, que poderá pegar novos trabalhos, até mesmo do cliente que vc acabou de deixar satisfeito.

A chave é essa: analisar a necessidade de recursos humanos, contratando-os sem economizar e deixar bem claro a cada um seu papel, tanto no projeto quanto na empresa. Com isso, seu sucesso estará quase garantido.

Bora refletir?

Um grande abraço,

Ved

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Elucubrações sobre estudo e mercado de trabalho

September 15th, 2008 Ved 5 comments

Eu venho postando diversas coisas no blog que não os habituais e festejados screencasts. Isso se deve a um periodo de falta de inspiração para essa atividade, que, ao contrário do que muitos imaginam, requer o momento certo, para que saia com qualidade. Talvez por isso que minha única tentativa de fazer screencasts profissionalmente tenha sido um completo fracasso. Felizmente quem encomendou compreendeu isso!

Então, para que o blog não ficasse entregue às moscas, decidi ir postando coisinhas que eu encontro no dia-a-dia.

Esta breve introdução é para que não pensem que eu desisti de fazer meus amados screencasts. Definitivamente esta é uma atividade que me dá muito prazer e não vou parar tão cedo.

O que motivou este post foi um outro, do blog da DClick escrito pelo Beck Novaes que fala sobre bons programadores. Ele prega que é preciso se aprofundar no que se dispõe a aprender e eu estou de acordo 100% com o que ele diz. Particularmente eu admiro os programadores que são feras, que gostam de ser testados e levados ao limite, para quase sempre sairem vitoriosos e com a solução em mãos, encontrada muitas vezes no fundo de um mar de lugares-comuns.

Infelizmente e para meu desespero, a vida cotidiana não tem permitido que eu alcance esse nível de proficiencia em qualquer linguagem. É preciso trabalhar e ganhar a vida. Minha meta é me especializar em Flex, que é minha grande paixão e tecnologia na qual aposto todas as minhas fichas, para o futuro. Acontece que quando acho que cheguei num nivel bacana, encontro uma nova gama de frameworks, posts como o do próprio Beck e muitos outros que mostram facetas do Flex e do AS3 que eu sequer sabia existir e muito menos que para que serviam. Os bons programadores são verdadeiros pesquisadores que merecem ter as portas abertas em qualquer lugar do mundo.

Confesso que por vezes me sinto desanimado.

Isso acontece particularmente quando vejo ofertas de emprego nos boards nacionais ou nas listas de discussão, como por exemplo esta: http://br.groups.yahoo.com/group/flex-brasil/message/17617. Por falta de um exemplo mais gritante, usei este mesmo pois serve ao meu propósito. Onde estão maiores detalhes sobre a vaga? Ao meu ver, o que falta nesta mensagem é:

  • Informar a natureza do projeto. Desenvolver é uma questão de aptidão. Muitas pessoas dão-se muito bem com sistemas de dados, outras com sistema para multimidia. É preciso já filtrar no anúncio.
  • Informar o que a empresa oferece. Estamos acostumados a anuncios de vagas onde a empresa que está oferecendo exige um grande lista de exigências quanto às habilidades esperadas do candidato mas eu NUNCA vi uma empresa brasileira dizendo detalhadamente o que oferece: faixa salarial da vaga, benefícios mas PRINCIPALMENTE falar sobre o ambiente de trabalho. Essas coisas fazem diferença na hora de captar a atenção de um bom programador. Os profissionais querem sentir a paixão com que a empresa faz as coisas no dia-a-dia.

A impressão que me passa ao ver ofertas de trabalho em nossa área é que as empresas estão fazendo um favor para você. Na verdade, são elas que precisam desesperadamente de um talento, pois sem bons recursos humanos, não se vai muito longe. Eu que o diga!

Alguém sabe me dizer o por quê do Google ser a mega-potência de hoje? Porque é agressiva em suas contratações! Não se contenta com menos do que os melhores do mercado. Os próprios fundadores, Sergey Brin e Larry Page se conheceram quando faziam doutorado em matemática em Stanford! Mas para se ter os melhores é preciso investimento e não é isso que eu tenho visto nas empresas.

Tá certo: existe toda a ladainha sobre as dificuldades em se manter uma empresa no Brasil etc. e tal, mas enquanto não se usar a criatividade para conseguir crescer e quebrar esse paradigma do coronelismo, onde a figura onipotente do dono da empresa pode mandar prender e soltar, enquanto não se abrir os olhos que a empresa é feita pelos seus funcionários e que eles devem estar satisfeitos, desde a contratação, estaremos sempre atrás dos países do chamado primeiro mundo.

Concatenando os temas

Pois bem… as empresas querem os melhores, não estão dispostas a pagar por eles. Anuncios para contratação PJ (na qual se emite nota fiscal, como uma empresa trabalhando para outra) são particularmente ofensivos, pois raramente oferecem um valor/hora que lhe permita pagar pelos benefícios que normalmente se teria numa contratação CLT (a famosa e obsoleta “carteira assinada”). Pois bem: eu aceito ser contratado como PJ, mas no meu valor hora estarão embutidos valores para arcar com: contribuição de autonomo para o INSS, convenio médico de primeira linha, férias remuneradas, 13 salário, participação nos resultados, folgas remuneradas para assuntos pessoais (quem não precisa ir ao médico de vez em quando, não é mesmo???). Bem… so colocarmos na ponta do lápis, talvez R$200,00 a hora sirva para cobrir tudo isso e ainda me permitir comprar no supermercado, pagar meu aluguel, condominio, agua-luz-e-conexão-com-a-internet. Talvez um dia eu ainda pense em comprar um carro e viajar para Buenos Aires….

Quantas empresas, na hora de postar uma vaga de emprego, lembram do quanto de investimeto em tempo e dinheiro os possíveis candidatos precisaram alocar para chega no nível pretendido para a vaga? E a contra-partida disso? Bem, ao meu ver, no mínimo, deveria vir bem explicita no anuncio da vaga de emprego, para que o candidato sinta que, no mínimo, será valorizado e incentivado a dar sempre o seu melhor.

Enquanto isso não mudar, continuaremos a ver dança da cadeira, com bons talentos pulando de empresa em empresa, largando projetos pela metade, em busca de um salário melhor ou, o que poucos admitem, mais respeito com sua condição de profissional interessado em saber sempre mais.

E tenho dito.

Ved

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Um divã para Ved

July 5th, 2008 Ved 1 comment

Tenho um segundo blog, para poder postar o que não tem a ver com tecnologia.

Quem quiser conferir, www.vedovelli.com.br/diva

Para este blog, novos posts e screencasts no forno.

Abração pessoal!

Ved

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Mais um pouco de paciência

June 2nd, 2008 Ved 3 comments

Era para eu ter gravado o screencast de upload avançado neste final de semana, mas na sexta-feira a noite fiquei debatendo com a Gabriela Perry sobre segurança e descobrimos uma falha de segurança na ação de upload de arquivos do Flex para o PHP. Ainda estou pesquisando uma solução definitiva para o problema.

Um abraço pessoal,

Ved

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Ah se não fosse o pinguim!

May 25th, 2008 Ved 6 comments

Tem certas coisas (aliás, muitas…) que não se pode fazer com o Windows. Não porque não seja recomendável, mas porque simplesmente não é possível. Levantar uma base de dados MySQL, que seja maior do que 10Mb é uma delas e é a que mais me dá problema. Já tentei HeidiSQL, phpMyAdmin, Toad, MySQL Console e o c*** a quatro e nada de conseguir. Nem que estivesse disposto a esperar 2 dias para levantar a tal base de dados (e acredite: eu não estou!) eu conseguiria, pois em determinado momento o software trava (caso do Heidi e Toad) ou o PHP dá timeout, no caso do phpMyAdmin.

Felizmente tenho em minha máquina um dual boot com o Ubuntu instalado como segundo (a caminho de virar primeiro) sistema operacional.

Essa semana, devido ao início do trabalho na nova empresa, foi necessário levantar uma base de dados localmente. Não tão grande (97Mb) mas com mais de 1 milhão e meio de registros, o que tornava a operação mais complexa. Tentei no Windows e nada… confesso que num arroubo de compreensão eu cheguei a esperar 19 minutos para ver se o software voltava à vida, com a boa notícia de sucesso. Mas nada: não chegava a 1/3 dos dados.

Decidi então botar um fim à palhaçada e reiniciar a máquina, acessando dessa vez meu poderoso Linux. Bem, foi abrir o console, navegar até o diretório onde estava meu arquivo .sql e digitar o mágico comando mysql -hlocalhost -uroot -pxxxxx banco_de_dados < dump.sql e em alucinantes 3 minutos (sim, eu disse três minutos) todos os 1 milhão e cacetada de dados estavam prontinhos para utilização.

Para fazer chegá-los até o windows, simplesmente copiei a pasta com o nome do banco de dados que estava em /var/lib/mysql para a minha pasta de armazenamento do MySQL no Windows e voilá: tudo funcionando!

É… é questão de tempo até eu adotar o pinguim como meu sistema principal!

Grande abraço a todos!

Ved

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